Nossa Declaração de Fé
| DEUS |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que o conhecimento natural que o homem possui a respeito de Deus é
imperfeito e insuficiente para a salvação. Conhecimento correto e salvívico o homem
adquire somente pela Escritura Sagrada, na qual o Deus verdadeiro: Pai, Filho e Espírito
Santo assim se revelou e se quer adorado. Qualquer outro culto é idolatria e abominação
ao Senhor. |
| O SER HUMANO |
Cremos, ensinamos e confessamos que o ser humano foi criado por Deus conforme a imagem
divina, a qual consistia em bem-aventurado conhecimento de Deus, perfeita justiça e
santidade. Essa imagem se perdeu com a queda em pecado. Agora, o ser humano nasce com o
pecado original, isto é, o pecado que herdamos de Adão, a completa corrupção de toda a
natureza humana, agora privada da justiça original, inclinada para todo o mal e sujeita
à condenação. |
| O PECADO |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que toda e qualquer transgressão da santa lei de Deus é pecado. Cada
pensamento, palavra ou ato contrário à vontade de Deus é pecado. Cada pecado é
rebelião contra Deus. O pecado é a causa de toda a miséria neste mundo. O homem é
responsável diante de Deus e terá que prestar contas de sua vida. E Deus julgará todos. |
| O EVANGELHO |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que Deus, em seu infinito amor, não abandonou os homens em sua ruína, mas
resolveu salvá-los pela obediência, paixão e morte de seu Filho unigênito Jesus
Cristo. O evangelho é a boa notícia dessa salvação. No evangelho, Deus oferece perdão
dos pecados, vida e salvação a todos os homens. Todo o pecador arrependido, que confia
nas promessas do evangelho, tem o que estas palavras lhe dizem e prometem: perdão dos
pecados, vida e eterna salvação. |
| O SALVADOR |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Filho de Deus,
gerado do Pai desde a eternidade, é, em todos os sentidos, igual ao Pai e ao Espírito
Santo. Como verdadeiro homem, nasceu da virgem Maria. Nasceu sem pecados e é, em todos os
sentidos, verdadeiro homem. Como nosso substituto, cumpriu a lei de Deus, padeceu por
nossos pecados e, por seu sacrifício e morte, consumou a obra de reconciliação. Desceu
ao inferno para mostrar sua vitória sobre todos os nossos inimigos. Jesus Cristo é o
único Salvador da humanidade. Fora dele não há salvação. Jesus voltará ao mundo para
julgar os vivos e os mortos. |
| O MINISTÉRIO |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que o ministro pastoral é um ofício ordenado por Deus para administrar
publicamente a palavra de Deus e os sacramentos. Os ministros não constituem uma classe
especial de pessoas, como os sacerdotes do Antigo Testamento. Sendo todos os cristãos
sacerdotes reais, ninguém tem o direito de sobrepor-se aos outros. Por isso, só o
chamado de uma comunidade torna alguém um ministro. O ministro exerce publicamente as
funções que todos os cristãos exercem em particular. |
| A SANTA CEIA |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que, na Santa Ceia, o Senhor Jesus Cristo, de acordo com sua palavra, nos
dá o seu corpo e sangue para remissão dos pecados. Os elementos materiais, pão e vinho,
não se transformam em corpo e sangue. Os que crêem, recebem-no para fortalecimento
da fé. Os que participam sem arrependimento e fé, recebem igualmente o verdadeiro corpo
e sangue de Cristo, mas para juízo. A Santa Ceia é a mesa do Senhor onde recebemos
conforto e consolo. |
| A CONVERSÃO |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que a conversão de um pecador compreende contrição e fé. A conversão
não é mera reforma moral ou a resolução solene de corrigir a vida, mas é completa
mudança de toda a vida do homem. É o renascimento espiritual do pecador. É uma
transformação milagrosa, efetuada pelo poder do Espírito Santo, operada por minha
entrega incondicional a Cristo, reconhecendo-o como meu legítimo Salvador e Redentor
através de sua morte vicária na cruz do Calvário. Sendo espiritualmente cego, morto e
inimigo de Deus, o homem não se inclina a Deus nem pode dispor-se à graça ou
aceita-la. Por isso, a conversão é um ato exclusivo de Deus, no qual o homem é passivo. A essa
graça, porém, o homem pode resistir. A Bíblia lembra que o homem é salvo unicamente
pela graça de Deus mediante a fé em Cristo e que Deus quer a salvação de todos. O que
é salvo, é salvo pela graça. O que se perde, perde-se por culpa própria. |
| A FÉ |
| Cremos, ensinamos
e confessamos que a fé salvadora não é simples assentimento aos ensinos da Escritura,
mas a confiança de um pecador arrependido no perdão de Cristo. Tal fé não é um ato de
obediência ou decisão da vontade humana, mas é um ato da graça divina como um
presente. Mesmo sendo um ato divino, não é o Espírito Santo que crê em nós. Nós
cremos. A pessoa que não tiver essa confiança em Cristo, não pode ser salva; permanece
sob a escravidão de Satanás, sob a ira divina e caminha para a condenação infernal.
Aquele que está em Cristo, é nova criatura e busca, sob a ação do Espírito Santo,
estreita comunhão com o Salvador. Por contrição e arrependimento diários, afoga as
inclinações pecaminosas de sua carne e, pela graça de Cristo, ergue- se diariamente
para uma nova vida com Jesus. Luta diariamente com muitas fraquezas, mas busca a
perfeição em Cristo, a qual gozará na eternidade em toda a sua plenitude. |
| O BATISMO |
| I. O
batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não
só para solenemente admitir na Igreja a pessoa batizada, mas também para
servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da
regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por
Jesus Cristo a fim de andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a
ordenação de Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao fim do mundo.
Ref.: Mt 28:19; I Co 12:13; Rm 4:11; Cl 2:11-12; Gl 3:27; Tt 3:5; Mc 1:4; At 2:38; Rm 6:3-4; Mt 28:19-20. II. O elemento exterior
usado neste sacramento, é água com a qual um ministro do Evangelho,
legalmente ordenado, deve batizar o candidato em nome do Pai e do Filho
Jesus Cristo e do Espírito Santo.
III. Não é necessário
imergir na água o candidato, mas o batismo é devidamente administrado por
efusão ou aspersão.
IV. Não só os que
professam a sua fé em Cristo e obediência a Ele, mas os filhos de pais
crentes (embora só um deles o seja) devem ser batizados.
V. Posto que seja
grande pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança, contudo, a graça e a
salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas com ela, que sem ela
ninguém possa ser regenerado e salvo os que sejam indubitavelmente
regenerados todos os que são batizados.
VI. A eficácia do
batismo não se limita ao momento em que é administrado; contudo, pelo devido
uso desta ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas
realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ele
pertence, adultos ou crianças, segundo o conselho da vontade de Deus, em seu
tempo apropriado.
VII. O sacramento do batismo deve ser administrado uma só vez a uma mesma pessoa. Ref.: Tt 3:5. |